Em alusão ao Dia do Comerciante, celebrado em 16 de julho, a diretoria da Associação Comercial e Industrial de Marília (Acim) destacou a importância da data como momento de valorização da atividade comercial e de reflexão sobre sua relevância para o desenvolvimento da sociedade.Para o presidente da Acim, Carlos Francisco Bitencourt Jorge, o comércio é essencial para o progresso de qualquer cidade.
“Desde jovem acompanho de perto a rotina dos comerciantes e posso afirmar que é no comércio que tudo acontece. A relação de compra e venda está presente em nossas vidas desde a infância. Minha trajetória profissional sempre esteve ligada ao setor, do qual me orgulho muito”, ressaltou o dirigente, especialista em gestão e inovação.
O tesoureiro da entidade, Manoel Batista de Oliveira, enfatizou que o comércio é a base da economia local e tem impacto direto na qualidade de vida da população.
“Uma cidade forte depende de um comércio forte. É por meio da atividade comercial que o município arrecada tributos e gera empregos, garantindo renda e sustento para milhares de famílias”, destacou.
Segundo ele, o comércio mariliense é o maior gerador de postos de trabalho na cidade e, em muitos casos, contribui com arrecadação equivalente ou superior à do setor industrial.
Na avaliação do vice-presidente Marcelo Marcos Mantelli, o comércio também exerce papel estratégico na superação de crises econômicas.
“O varejo descentralizado e diversificado de Marília permite enfrentar períodos difíceis com mais resiliência. Temos uma economia plural, com comerciantes atuando nos setores de alimentação, vestuário, informática, automotivo, serviços, bebidas, química, têxtil, entre outros, o que torna Marília um polo regional de consumo”, explicou.
A vice-presidente Valéria Cristina Tamião de Oliveira, relembrou a origem histórica da atividade.
“O comércio é uma das mais antigas práticas da humanidade, iniciada ainda na época do escambo. Em qualquer parte do mundo existe um comerciante, e essa atividade, quando exercida com ética, dignidade e responsabilidade, resiste a qualquer adversidade”, afirmou.
Valéria também destacou o valor da tradição familiar no comércio, que se perpetua por gerações.
Já o secretário da diretoria da Acim, Gilberto Joaquim Zochio, apontou os desafios enfrentados pelo setor, como a alta carga tributária e os juros elevados.
“Nos primeiros seis meses do ano, o comerciante trabalha praticamente apenas para pagar impostos. Isso compromete a capacidade de investimento, inovação e crescimento dos negócios. Além disso, os juros altos dificultam o planejamento e enfraquecem o empreendedorismo”, observou.
Segundo ele, com menos encargos e mais incentivos, o comércio poderia contribuir ainda mais com o desenvolvimento social e econômico do país.













