A luta das mulheres por espaço e respeito no cenário político e sindical segue enfrentando desafios. Em Marília (SP), Vanilda Gonçalves de Lima, presidenta reeleita do SINDIMMAR (Sindicato dos Trabalhadores nos Serviços Públicos Municipais de Marilia), tem lidado com perseguições e ataques por exercer sua liderança em um ambiente tradicionalmente dominado por homens.

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Com trajetória marcada pela dedicação à educação e aos direitos humanos, Vanilda não apenas superou obstáculos pessoais, mas conquistou representatividade e reconhecimento na defesa dos trabalhadores. No entanto, desde que assumiu a presidência do sindicato, tem sido alvo de ações misóginas e ofensivas, tanto no ambiente físico quanto digital.

Denúncias e medidas legais

Segundo Vanilda, as agressões se intensificaram nos últimos meses. Além de comentários depreciativos e ataques virtuais, um servidor municipal teria registrado sua imagem sem consentimento e divulgado mensagens difamatórias. Frente à situação, ela procurou apoio jurídico e registrou um boletim de ocorrência, o que levou à emissão de um mandado cautelar que determina o afastamento do agressor por até 200 metros.

Mesmo com a decisão judicial, ele teria desrespeitado a ordem de distanciamento em uma assembleia recente, gerando preocupações sobre sua segurança. Para Vanilda, o episódio reforça a necessidade de combate à misoginia e ao machismo, ainda presentes nas estruturas sindicais e institucionais.

Resistência e sororidade

Diante dos ataques, a sindicalista reafirma sua postura combativa e pede apoio às mulheres do Coletivo Mulheres de Marília. Em carta endereçada às lideranças, ela destaca que a união é essencial para fortalecer a luta contra a discriminação e garantir espaços de poder para lideranças femininas.

A denúncia de Vanilda ecoa a realidade de muitas mulheres que enfrentam resistência ao ocupar cargos de destaque. O caso reforça a importância de políticas de igualdade e medidas efetivas para proteger mulheres vítimas de violência institucional. Em sua mensagem ao coletivo, ela declara:

“Não vão nos calar!”.

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