A dor e a preocupação tomam conta de Tupã. A cidade registrou a quarta morte causada pela febre chikungunya, uma doença devastadora transmitida pelo Aedes aegypti. A vítima mais recente é um idoso de 83 anos, que não resistiu às complicações da infecção.

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Desde o início do ano, 1.921 pessoas já foram diagnosticadas com a doença no município, transformando a luta contra o mosquito em uma batalha urgente. Entre as outras vítimas fatais estão dois homens, de 60 e 78 anos, ambos com doenças pré-existentes, e uma mulher de 87 anos.

Sintomas e risco para os mais vulneráveis

A chikungunya não é apenas mais uma virose. Ela provoca febre alta, dores intensas nas articulações e fadiga extrema, podendo deixar sequelas por meses e até anos. Para idosos e pessoas com problemas de saúde, a infecção pode ser fatal.

Diante desse cenário alarmante, a Prefeitura de Tupã intensificou as ações de combate ao mosquito. Mutirões de limpeza, pulverização de inseticida e busca ativa de criadouros estão acontecendo em toda a cidade.

Prefeitura recorre à Justiça para vistoriar imóveis

Mas um dos maiores desafios tem sido o acesso às casas e terrenos onde os focos do Aedes aegypti podem estar escondidos. Muitos moradores negam a entrada dos agentes, dificultando o trabalho de combate à doença.

Para enfrentar essa barreira, a Prefeitura recorreu à Justiça e agora pode entrar nos imóveis com autorização judicial para realizar as vistorias e eliminar criadouros. Além disso, quem não colaborar pode ser multado e arcar com os custos da limpeza.

Ações continuam e população deve ficar atenta

As equipes da Saúde e do Meio Ambiente seguem nas ruas, notificando carros abandonados, limpando terrenos, aplicando inseticida e intensificando visitas aos sábados e à noite. A recomendação das autoridades é clara: quem apresentar sintomas deve buscar atendimento médico imediato para evitar complicações.

A chikungunya avança não só em Tupã, mas em toda a região. Cidades vizinhas, como Arco-Íris, Queiroz, Iacri e Herculândia, também registram casos. No estado de São Paulo, o número de infecções já chega a 3.618.

A luta contra o mosquito depende de todos. Eliminar focos, permitir a entrada dos agentes e buscar ajuda médica ao menor sinal da doença são atitudes essenciais para evitar novas perdas.

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