Encontro ainda mostrou as atividades realizadas pelo Cerest e discutiu o tema Trabalho Escravo Contemporâneo
A Secretaria Municipal da Saúde, por meio do Cerest (Centro de Referência em Saúde do Trabalhador) Regional Marília, e o MPT (Ministério Público do Trabalho) de Bauru realizaram na última segunda-feira (31), no auditório do 4º andar da secretaria, reunião para analisar fluxo de trabalho com as Vigilâncias Sanitárias Municipais e Estado e ainda conhecer as atividades do Cerest, além de discutir sobre o tema Trabalho Escravo Contemporâneo.
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A reunião e a capacitação, comandadas pelo Procurador do Trabalho e coordenador do Combate ao Trabalho Escravo, Marcus Vinicius Gonçalves, contaram com a participação da secretária municipal da Saúde, Paloma Libanio; com a supervisora do Cerest Regional Marília, Luciana Caluz Carvalho Pereira; e com representantes dos 37 municípios atendidos pelo Cerest.
“Temos esta parceria com o MPT há mais de dez anos e esse encontro teve a presença das Vigilâncias Sanitárias dos 37 municípios, totalizando cerca de 120 pessoas. A ideia central foi alinhar um fluxo de atendimento às demandas e requisições advindas do MPT e outras assemelhadas, à luz da Política Nacional de Vigilância em Saúde, conhecer as estratégias do Cerest no que diz respeito à Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (PNSTT), instituída em 2012 pela Portaria nº 1.823 do Ministério da Saúde. Foi uma reunião muito positiva”, disse Luciana Caluz.
“Todos nós profissionais do SUS, durante a nossa atuação como vigilantes sanitários, precisamos promover a saúde, prevenir a morbimortalidade e reduzir riscos e vulnerabilidades na população trabalhadora. Ao identificarmos os riscos e danos à saúde do trabalhador, estamos fornecemos subsídios para o planejamento e execução de intervenções necessárias para Prevenção e Promoção à saúde”, completou a supervisora do Cerest.
A secretária Paloma Libanio parabenizou a iniciativa do Cerest. “O evento foi muito proveitoso e só tenho que parabenizar o Cerest por esta parceria com o MPT, que alinhou esse fluxo de atendimento e deixou claro a importância de se combater o trabalho escravo contemporâneo que, infelizmente, em pleno século XXI, mostra-se muito mais presente do que a gente imagina”.
O Procurador do Trabalho e coordenador do Combate ao Trabalho Escravo, Marcus Vinicius Gonçalves, destacou a importância do evento.
“Muito positivo porque conseguimos definir uma forma de atuação mais célere e mais eficiente com relação à saúde do trabalhador, uma aproximação com estes representantes dos 37 municípios, no nosso entendimento, torna-se indispensável para que consigam identificar situação de trabalho escravo contemporâneo e, a partir daí, acionar os mecanismos que fazem esse combate. Só no ano passado, no Estado de São Paulo, foram 467 trabalhadores resgatados dessa condição. Praticamente toda semana temos resgate de trabalhador nessa situação”.